quarta-feira, 8 de abril de 2009

PRINCE OF PERSIA (PS3)




PRINCE OF PERSIA (PS3)





Primeiro que tudo, quero deixar claro que já sou seguidor desta franchise desde a primeira aparição do principe na PS2. Joguei toda a trilogia da PS2, completei-os todos e é uma das minhas séries preferidas no mundo dos videojogos. Dito isto, quando foi anunciada uma nova trilogia na Pérsia para as consolas da nova geração, como muita gente, fiquei imediatamente com uma erecção. Isso ou tava a ouvir Tony Carreira.

Eis que começaram a surgir novidades deste novo capítulo, que fizeram com que muitos fãs, especialmente os norte-americanos, começassem a perder o já referido vigor fálico: esta trilogia não estaria ligada á anterior; novas personagens; nova história; jogabilidade remodelada; e a que mais narizes franziu pelo mundo fora, gráficos em Cel-Shading(gráficos 2D sobre 3D, que lhe dão por vezes um certo ar cartoon).
Mas, de novo, triunfo para a Ubisoft Montreal! Dos meus jogos preferidos DE SEMPRE!!!! E todos nós sabemos como a minha opinião é determinante para todos os gamers….da minha rua.


"Hmm... Acho que a agência de viagens enganou-me. Isto não me parece Paris..."

O Príncipe(já agora, nunca nos é dado o nome deste personagem) é alguém completamente diferente do da trilogia anterior. Em vez daquele Principe nobre, herói, voluntarioso e, o mais significativo, um Príncipe de verdade, de verdadeiro sangue azul, deparámo-nos com um ladrão! Um autêntico Aladino sem tanta nobreza de coração quanto o seu cônjuge da Disney. É um caçador de tesouros, que só quer fugir desta aventura, sem interesse algum que o Fim do Mundo esteja iminente, sem piedade por um povo que poderá estar em sofrimento, sem moral. E qual o problema?

Em muitas das reviews que vi, esta personalidade arrogante e de espertalhão do Principe era algo que irritava um pouco os jogadores e os reviewers. Mas no fim, tudo muda. É basicamente uma personagem ao estilo de Han-Solo na Guerras das Estrelas: sabemos que é um parvalhão que só está na aventura preocupado com o seu lucro pessoal, mas no fim acaba por se tornar o herói, salvando o Mundo e abdicando do seu egoísmo pessoal.


"Sim, sou um parvalhão...E depois?"


Elika, a heroína, é o contrário. Uma personagem nobre, uma princesa pronta a sacrificar o que for preciso para salvar seu povo da desgraça iminente, causada pela ingenuidade de seu pai, o Rei. Os jogadores criarão uma ligação com ambas as personagens facilmente pelo decorrer do jogo e é engraçado ver os diálogos entre as duas personagens. Por exemplo, o Principe vai parar a este reino procurando pela sua burra após terem-se separado devido a uma tempestade de areia, em que são apanhados ao virem de saquear um túmulo algures no deserto. Algures no jogo, o Príncipe pede a Elika que fale um pouco de si, pois ele gostaria de conhecer a rapariga que a pôs nesta situação toda, ao que ela responde, é simples: ele só tem que voltar a encontrar a sua mula(rufar de tambor)!

"Querido...acho que estou grávida. Espera!! Onde vais?! Espera!!"


A história gira em torno do eterno cliché da luta entre a Luz e a Escuridão, o Bem e o Mal, a maionese e o ketchup. Só que esta dicotomia é levada á letra, pois o mundo tem literalmente duas versões: a da escuridão e decadência e a da luz e beleza. O jogo é dividido por quatro regiões(cada uma delas com o seu próprio boss que enfrentámos várias vezes no jogo) divididas por várias áreas e cada uma delas está envolta em escuridão até que Elika, ao chegar a uma zona de cura, sane a área usando seus poderes de Luz(já tinha dito que ela tinha tais poderes?), tranformando assim o cenário para pleno de sol, relva, árvores, água, basicamente, Natureza.

E aqui é que se notam os gráficos estrondosos e de uma beleza invulgar.
Todo o jogo parece uma aguarela pérsica. O mundo é lindo, belo e quase idílico, no entanto, crível. De facto, toda a ambientação do jogo e o sentimento de um mundo vasto e rico é dos maiores atractivos do jogo. O jogo emprega um dos melhores usos de Cel-shading já vistos desde Okami ou Zelda:The Wind Waker, tanto a nível de cenário como de personagens. De facto, a atmosfera do jogo é uma verdadeira obra artística que nos faz querer que este mundo seja real. Tal sensação de mundo rico e de solidão e vastidão, por muitas vezes fizeram-me lembrar os fantásticos(cá estarão análises deles algum dia) Ico e Shadow of the Colossus na PS2.

"Tenho a impressão que alguém me vigia..."


Esta atmosfera também é muito ajudada pela música existente no jogo e pelo excelente uso do som, desde o vento a soprar até ao ruido duma cascata. As vozes de todas as personagens são de grande qualidade também, especialmente a do Principe.
Após uma região estar salva, poderemos colecionar um X numero de Light Seeds(globos de luz de onde advêem os poderes de Elika) nesta mesma região. O jogo também apresenta uma estrutura quase não linear, onde somos livres de ir para cada área ou região que queiramos e avançar com a história ao mesmo tempo. Esta não-linearilidade só desaparece quando Eilka ainda não dispõe dos poderes de Luz necessários para se poderem avançar.


Aqui larguem o comando e limitem-se a ouvir o tema principal. Lindo!! E...ahh...pérsico...Sim, isso...


A jogabilidade é o que se espera dum jogo de Prince of Persia. O Principe é detentor de uma tal agilidade e acobracias dignas de Vale e Azevedo a fugir á Justiça. A jogabilidade é muito intuitiva, divertida e de fácil acesso. Rapidamente, os jogadores estarão a saltar de mastro em mastro, trepando ou correndo por paredes, deambulando por esta Pérsia pré-Irão e bombas nucleares afora. O combate é também intuitivo e variado com muitas combos possíveis de serem efectuadas.
A variedade da jogabilidade reside em Elika, tanto na exploração como no combate. Nunca a controlámos e ela segue sempre atrás do Principe sem nunca interferir no campo de visão, mas podemos utilizar o seus poderes mágicos em combate com um simples clicar do botão de Triângulo. De facto, por vezes para podermos continuar a atacar os Inimigos da Escuridão, teremos de usar tais poderes mágicos para primeiro destruir o seu escudo negro e continuarmos a dar pancadaria. Haverão tambêm zonas do jogo que só poderão ser acedidas utilizando plataformas mágicas que se activam com os poderes(quatro) que Elika terá de desbloquear ao longo do jogo.

O jogo não é particularmente longo, mas pode-se tornar se quisermos ser perfeccionistas, e acreditem que vão querer voltar a pegar no comando e reiniciar o jogo. Existem 1001 Light Seeds para encontrar no jogo, o que oferece um bom desafio(embora não sejam necessárias todas para chegar ao final do jogo. Só necessitam achar 540), trajes alternativos tanto para o Principe como para Elika, incluindo um traje de Altair de Assassins Creed ou um traje do Principe de Sands of Time original, e um número e variedade de Trophies para se conseguir no jogo interessantes, incluindo efectuar todas as combos possíveis ou Time Trials onde se tem de ir a determinada zona até outra numa região num tempo limite.

"Qual é a minha nota?!"

GRÁFICOS - 10/10
Soberbos cenários e personagens. Excelente uso de Cel-Shading. Câmara sem falhas. Fantástica ambientação e atmosfera. Que linda é a Pérsia! E a Angelina Jolie também.

JOGABILIDADE - 9/10
É o mais importante num jogo PoP e não desilude. E é divertido ser mais ágil que um macaco! Sistema de combate variado e intuitivo.

SOM - 8.5/10
Música só peca por ser pouco variada, mas é de resto fantástica e imersiva. O tema principal é perfeito para o tema pérsico e muito belo. Ambiente sonoro muito bom, mas nada transcendental. Vozes impecáveis dos personagens.

LONGEVIDADE - 8.5/10
Não é longo, mas oferece alguns bons atractivos para se voltar a jogar. Tem um Epílogo para se adquirir na Playstation Store. Trajes alternativos. Troféus variados, interessantes e alguns até divertidos. Não tem modo online, embora não o justifique.

O QUE O JOGO ME DEU - 9/10
Gostei muito. Muitas vezes deu-me a agradável sensação que Ico ou Shadow of Colossus me deram. Já se tornou num dos meus preferidos, tanto na PS3 como de sempre.

NOTA FINAL - 9/10
Comprem-no! Já! Em vez de alimentarem os vossos filhos, aqueles ingratos…

3 comentários:

Hélder Medeiros disse...

Eh hóm, tá bem fixe!! Ainda me ri um bocado! O que me safa é que não tenho filhos... Mas tenho os albuns todos do Tony Carreira!

costa martins disse...

hehehehe???????? tás no bom caminho, agora tens de continuar,é pena ñ gostar de big macs mas quando tiver a minha primeiura x box já sei a quem oferecer lol! Ou ñ!!

Joana disse...

Bela cena!!

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